Descubra como funciona o sistema SAC de amortização

Poucos clientes sabem que podem escolher o tipo de tabela que será adotado no seu financiamento bancário.

As mais comuns são a PRICE (ou sistema francês) e o Sistema de Amortização Constante, o SAC. As duas tabelas oferecem maneiras diferentes de amortização e, consequentemente, de cálculo de juros.  

Cada uma delas possui vantagens e desvantagens. Por isso, entender como elas funcionam ajuda a tomar o caminho mais vantajoso, ou seja, aquele que se encaixa melhor no seu perfil e na sua conjuntura financeira.

Nesse post explicaremos como o SAC funciona. Veja a seguir.

O que é amortização e como funciona o SAC

Em linhas gerais, cada parcela do financiamento bancário é composta de: amortização, juros, seguros e custos de administração. A amortização é a fatia da sua parcela que, de fato, é descontada do valor da sua dívida. 

Como o próprio nome diz, no Sistema de Amortização Constante (SAC) a amortização é fixa. Ou seja, o valor abatido da dívida mensalmente é o mesmo do começo ao fim do financiamento.

O nome, porém, pode gerar confusão, pois a amortização é constante, mas o valor das parcelas, não. 

O valor dos juros cobrados em cada parcela é calculado em cima do saldo devedor, que diminui a cada mês. Por isso, no SAC, as parcelas vão diminuindo ao longo do tempo, como mostra o exemplo a seguir.

Em um financiamento imaginário no valor de R$ 1 mil com 3% de juros ao mês, pago em 4 parcelas no sistema SAC, as parcelas ficariam da seguinte forma: 

A amortização é constante nos 4 meses: R$250,00.

A primeira parcela é composta da amortização de R$ 250 + os juros calculados com base no saldo devedor (3% de R$ 1 mil). R$ 250 + R$ 30 = R$ 280,00.

Na segunda parcela, a amortização permanece constante, porém os juros são calculados com base no novo saldo devedor (3% de R$ 750,00). R$ 250 + R$ 22,50 = R$ 272,50. E assim por diante.

Essa é a pegadinha do nome SAC. Apesar de a amortização ser constante, os juros são calculados com base em um saldo devedor cada vez menor, gerando parcelas gradativamente menores, ou seja, não constantes.

Vantagens e desvantagens

As parcelas mais altas, que decrescem ao longo do período de financiamento, podem vir a calhar aos que estão seguros para assumir uma parcela maior no momento da compra, mas não têm condições ou não estão dispostos a pagar o mesmo valor até o final do período de financiamento.

Porém, a maior vantagem do SAC, sem dúvida, é o valor dos juros pagos, consideravelmente inferior ao valor dos juros da tabela PRICE. Como na PRICE as parcelas são fixas, para compensar os juros mais altos das primeiras parcelas, a amortização precisa começar mais baixa e ir aumentando gradativamente. Ou seja, você paga sua dívida mais devagar. E a regra é simples: quanto antes você pagar, menos juros terá de enfrentar.

Por esse motivo a tabela SAC é sempre a mais aconselhável. Mas, infelizmente, nem sempre é possível optar por ela. 

A maioria dos bancos não costuma aprovar parcelas que comprometam mais de 30% da renda familiar do cliente. E, em muitos casos, a PRICE, com parcelas mais baixas no início, é a única opção possível.

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A melhor maneira de fugir dos juros é dando o maior valor possível de entrada. Quanto mais conseguir adiantar para a construtora, seja no ato ou no período de construção do imóvel, em caso de compra na planta, menos juros pagará ao banco. 

O site da Caixa disponibiliza um simulador de financiamento, ferramenta útil e simples de usar. Com sua renda e o valor do imóvel, ele procura a solução que melhor te atende. Bradesco, Banco do Brasil, Itaú e outros bancos também disponibilizam em seus sites simuladores de financiamento para estudar e descobrir a melhor opção para você.

Quer saber mais sobre financiamento?

Veja as outras matérias que fizemos sobre o assunto:

Financiamento bancário: como funciona?

Programa Minha Casa Minha Vida: Como funciona na prática

Atrasei meu financiamento, o que devo fazer?

Tudo sobre o sistema Price de amortização

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