Ohtake Cultural – Que prédio é esse?

Ohtake Cultural – Que prédio é esse?
Carolina Scordamaglio

Por Carolina Scordamaglio

26 junho 2019

Em 2001 a cidade de São Paulo ganhou um ícone inconfundível. Até hoje, as cores e formas do Ohtake Cultural instigam e despertam a curiosidade transeuntes. É possível que você já tenha passado por ele e se perguntado: que prédio é esse?

A arquitetura provocante cumpre o objetivo do projeto: se tornar uma referência na região e convidar a todos a participarem da discussão. Todos têm uma opinião. É impossível ser indiferente à obra do arquiteto Ruy Ohtake.

Localização e seus quase 30 pavimentos de altura o fazem presente no cenário de muitos paulistanos. “Temos a possibilidade de ter em vários pontos da cidade uma referência de que nós estamos aqui” conta o arquiteto.

Ohtake Cultural visto de diversos pontos dos bairros do entorno.
Ohtake Cultural visto de diversos pontos dos bairros do entorno.

Ruy Ohtake é um dos maiores e mais respeitados arquitetos brasileiros. Formado em arquitetura pela Universidade de São Paulo em 1960, tem outras dezenas de projetos pelo Brasil e pelo mundo. Entre eles os paulistas Hotel Unique, Hotel Renaissance e Parque Ecológico do Tietê.

No projeto que abriga, entre outras coisas, o instituto cultural que leva o nome de sua mãe, Tomie Ohtake, o arquiteto destaca o que considera ser os três principais pontos do projeto:

Localização

Entre as avenidas Faria Lima e Pedroso de Moraes, o projeto marca o encontro de três bairros distintos: O Alto de Pinheiros, bairro residencial de classe alta, Vila Madalena, bairro boêmio, e Pinheiros, que enfrenta desafios decorrentes do seu rápido crescimento.

Além de agregar, o projeto pretende impactar positivamente o desenvolvimento dos bairros circundantes.

“Tenho a convicção de que o Ohtake Cultural é a importante para a renovação do entorno como referência do contemporâneo”

Ruy Ohtake

Arquitetura

Para isso, o arquiteto acredita que a arquitetura provocadora tem uma função primordial: Despertar o interesse e reflexão de todos.

“ O projeto deve ser compreendido por todos, e não só por aqueles que entendem de arquitetura”

Ohtake Cultural na vista do pedestre.
Othake Cultural. Vista aérea.

Função

A natureza multifunção do empreendimento foi um dos três pilares no seu desenvolvimento.
O projeto comporta dois volumes de uso comercial, um prédio de quase 30 andares e um de 6. Um longo e um comprido, como próprio arquiteto descreve. Além do instituto cultural.

O complexo comporta dois volumes de uso comercial.
Othake cultural na vista do pedestre.
Praça da entrada do instituto cultural.

O Ohtake Cultural possui um grande espaço central, que o arquiteto chama de grande hall, para onde convergem todos os espaços onde se desenvolvem atividades culturais. São 7 salas, grande hall, mezanino e 4 salas de aula e workshops.

Espaço interno instituto cultural.
Espaço interno instituto cultural
Espaço interno instituto cultural

Ruy Ohtake destaca a importância de projetos assim: “No Brasil um instituto cultural como esse precisa ter uma atividade cultural muito forte, até para complementar aquilo que a escola faz.”

O instituto possui intensa agenda de atividades, mostras, exposições, salas de bate papo e outros.

Categorias
Carolina Scordamaglio
Conteúdo criado por:Carolina Scordamaglio
Arquiteta, pós graduada em Negócios Imobiliários, apaixonada por comunicação e por tudo que envolva o verbo morar.

Quer deixar um comentário ou relatar algum erro?Avise a gente

Onde você deseja morar?More bem, viva melhor
Logo Apto Branco

LEIA TAMBÉM

Posts relacionados