Mercado Imobiliário – A Retomada

O mercado imobiliário, depois de passar por uma de suas maiores crises, têm demonstrado sinais significativos de recuperação neste ano de 2019.

Vamos analisar os indicadores em São Paulo para termos uma ideia macro de como anda o cenário imobiliário.

De acordo com os dado cedidos pela Secovi, em São Paulo a comercialização de imóveis, durante o mês de abril/2019, subiu 41% em relação ao mesmo mês no ano anterior.

Em abril de 2019 foram vendidas 2.541 unidades, já em 2018 foram 1.802.

Se formos analisar o número de lançamentos na capital paulista, temos um número ainda mais expressivo.

No mês de março de 2019 foram lançadas 3.136 unidades residenciais, contra 2.081 no ano anterior. Um aumento de 50,7%.

O que mostra a confiança das construtoras na retomada do setor.

Isso acontece pois existem 3 pilares que sempre sustentaram o mercado imobiliário, vamos analisá-los .

1- Confiança na economia motiva comprometimento de longo prazo

gráfico

Comprar um apartamento é um grande comprometimento, mas principalmente um longo comprometimento.

Muitas pessoas financiam o seu imóvel em até 30 anos e para fazer isso é preciso que exista uma confiança na saúde econômica do país.

E os economistas parecem esperançosos com o futuro.

A taxa de inflação, para 2019, está prevista para 4,04%. Um número considerado bom pelos especialistas.

Além disso, a proposta da reforma da Previdência visa melhorar o balanço das contas públicas justamente no longo prazo, algo visto com ânimo pelos economistas.

2- Queda na taxa de juros torna os financiamentos mais atraentes

A maioria das pessoas adquire um imóvel através de um financiamento, ou seja, ficam à mercê da cobrança de juros.

Então, quando os juros baixam o consumidor fica mais propenso a realizar um financiamento.

E os juros no Brasil se encontram baixos, se comparados a períodos anteriores.

Veja o gráfico da taxa Selic dos últimos anos:

infográfico

3 – Renda e emprego

homem de terno

Esse pilar é principal, porque ele impacta diretamente o primeiro. Sem emprego e renda, não há confiança.

Com a economia do país em bom momento, esperasse que o número de empregos, assim como a renda da população, aumente.

Esse é um pilar que ainda está dando seus primeiros passos depois da recessão.

O desemprego subiu muito nos últimos anos.

infográfico

Porém, especialistas afirmam que devemos começar a ver uma reversão desse quadro e que teremos uma redução na taxa de desemprego já em 2019 e 2020.

É natural que sua retomada seja mais cadenciada, porque primeiro o reflexo do momento impacta as empresas e depois começa a impactar positivamente o emprego.

Além disso

Desde janeiro deste ano houve um aumento no teto do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que passou a ser de R$ 1,5 milhão.

Esse aumento torna possível que mais pessoas utilizem os recursos do FGTS e estimula a compra de imóveis.

Esse crescimento do setor imobiliário acontece impulsionado, principalmente, pelos empreendimentos focados para a população de baixa renda, que entram no Programa Minha Casa Minha Vida.

A expectativa da expansão de projetos econômicos é tão grande, que fez a maior construtora do Brasil, a Cyrela, criar uma marca pensada especialmente para esse público, a Vivaz.

Outras empresas também criaram novas linhas de produtos econômicos, como: Eztec, Trisul e Setin.

A Vivaz, por exemplo, está criando grandes empreendimentos, com infraestrutura e boa localização, focada nas pessoas preparadas para adquirir o seu primeiro apartamento, mas que não possuem grande poder aquisitivo.

Como o Vivaz Jardim Pirituba, em São Paulo, por exemplo:

piscina
Piscina do Vivaz Jardim Pirituba

O mercado imobiliário, depois de 4 anos de recessão, está no início de um novo ciclo de crescimento.

As expectativas são de que os imóveis comecem a se valorizar cada vez mais, esse pode ser o momento perfeito para você que está pensando em investir em imóveis.

Se você está interessado em aproveitar esse momento, fizemos esta matéria, ensinando a maneira certa de investir em imóveis.

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