Cerâmica e porcelanato: qual é a diferença?

    Cerâmica e porcelanato: qual é a diferença?
    Giovana Costa

    Por Giovana Costa

    17 julho 2020

    Planejar uma obra ou uma reforma pode ser um processo complicado. Afinal, são muitos os detalhes, além de necessário atentar-se aos tipos de materiais que serão utilizados no processo. É o caso da escolha entre o piso de cerâmica e o porcelanato.

    Existem diversos tipos de padronagem, estética e textura para cada um dos pisos. Por isso, muitas pessoas ficam em dúvida sobre qual é a diferença entre a cerâmica e o porcelanato. Entretanto, com as informações e o planejamento correto, é possível fazer uma ótima compra, de acordo com o seu estilo e o melhor custo-benefício.

    Confira a seguir as diferenças entre eles.

    Diferenças entre cerâmica e porcelanato

    Pisos de porcelanato e cerâmica.
    O mercado está repleto de diferentes opções de revestimentos. Fonte: Quora

    Dentre as diferenças entre a cerâmica e o porcelanato, as principais são a composição dos materiais e o processo de fabricação.

    A cerâmica é basicamente feita de argila, mas também recebe outros minerais, em menores quantidades, para garantir a resistência da peça. O porcelanato também recebe argila, porém com mais minerais rochosos, inclusive alguns usados para fazer porcelana.

    Enquanto o processo de preparação do porcelanato acontece por via úmida, com atomização do pó, a produção da cerâmica é feita por via seca, ou seja, pó seco sem atomização. Além disso, no processo de prensagem, o porcelanato é queimado a 1.200 graus celsius, ou seja, numa temperatura superior à da queima da cerâmica, que é feita a 1.150 graus celsius. 

    Essa diferença determina uma maior resistência ao porcelanato, que também possui menor porosidade, sendo assim, praticamente não absorve água. Por isso, o porcelanato é considerado mais durável e resistente em relação à cerâmica. Mas isso não significa que ele seja melhor. Veja, a seguir, as demais particularidades de cada material.

    Resistência dos materiais

    Piso verde escuro.
    Os materiais possuem diferentes níveis de resistência.

    Para determinar o melhor tipo de material para cada ambiente, é importante atentar-se aos tipos de desgaste aos quais ele estará exposto em determinado ambiente. Para isso, existe uma classificação chamada Classe de Uso. 

    Trata-se de um índice que avalia a resistência de todos os revestimentos, seja cerâmica ou porcelanato. De 1 a 6, cada um deles indica a resistência ao desgaste por atrito e a abrasão do esmalte quando em reação com possíveis compostos químicos e físicos. 

    Classe 1:

    Contempla os revestimentos de menor resistência. Por isso, são específicos para uso em paredes, pois, por não suportarem qualquer tipo de atrito ou abrasão, não devem ser utilizados no chão.

    Classe 2:

    A partir desse nível, os revestimentos podem ser aplicados no chão, mas com cautela e somente em determinados ambientes, principalmente os com pouco movimento. O seu uso é recomendado apenas em banheiros e quartos residenciais.

    Classe 3:

    Com maior resistência, o revestimento pode ser utilizado em qualquer parte da residência, desde que esta não tenha integração com a parte externa da casa. 

    Classe 4:

    Dentre os revestimentos para uso residencial, esse nível é o que possui mais resistência. Por isso, desde que seja em residências, pode ser usado tanto na parte interna quanto na externa.

    Classe 5:

    Os revestimentos desse nível já podem ser utilizados em áreas comerciais, desde que o movimento seja médio. Exemplo: no interior de uma loja com pouca circulação de pessoas.

    Classe 6:

    Esses são os revestimentos que possuem maior resistência, por isso seu uso é indicado para qualquer projeto residencial, área comercial ou ambiente com movimento intenso, como supermercados, hotéis e até mesmo pistas de dança.

    Resistência com base no tipo de atrito recebido

    Revestimento com padronagem estampada.
    Conhecer a resistência das peças mais a fundo garante que elas durem mais tempo.

    Antes de comprar o material, é interessante descobrir a resistência da peça de acordo com o desgaste que o material suporta. Para isso, existe um indicador chamado Porcelain Enamel Institute, mais conhecido pela sigla PEI, que indica a durabilidade do produto.

    Trata-se de uma escala que vai de 0 a 5. Sendo assim, quanto mais alto, maior é a resistência do material, o que significa que pode ser usado em ambientes com maior movimentação.

    PEI 0Nenhum trânsito
    PEI 1Trânsito baixo
    PEI 2Trânsito moderado
    PEI 3Trânsito médio
    PEI 4Trânsito alto
    PEI 5Trânsito intenso

    Paginação das peças de cerâmica e porcelanato

    Diferentes paginações.
    Existem diversos padrões e, com eles, podem ser feitas diversas paginações. Fonte: Pinterest

    Ambas as peças seguem medidas padrão, entretanto, para escolher o melhor tamanho de peça para determinado ambiente, o ideal é definir o tipo de paginação, isto é, a disposição dos pisos a serem assentados. Em outras palavras, o desenho formado pelas peças.

    A paginação define o início, a direção e o fim do assentamento, seja no piso ou na parede. Sendo assim, pode ser diagonal, reta ou no estilo amarração. Existem diversas maneiras de realizar esse processo.

    Além disso, uma dica interessante é fazer uma paginação para o ambiente com base nas medidas do projeto e com a ajuda de um arquiteto ou vendedor, por exemplo. Garantir uma cópia da paginação na obra ajuda muito uma boa execução. 

    Assim, o tamanho das peças definirá a quantidade de produto que vai ser utilizado, o que também inclui as perdas.

    Acabamento das peças

    Piso rosa com padronagem marmorizada.
    Os acabamentos são os mais variados.

    Há diferentes tipos de acabamento para as cerâmicas e os porcelanatos. Eles podem ser lisos ou com textura, com ou sem brilho.

    Existem dois tipos de porcelanato: técnico e esmaltado. O técnico não recebe esmalte, então pode ser polido ou natural (que é o mais resistente de todos) e, por isso, não pode imitar a aparência de outros materiais, como um piso de madeira, por exemplo. 

    Já o esmaltado é brilhante, permeável, fácil de limpar e bastante escorregadio. Portanto, o ideal é evitar seu uso em superfícies de banheiros, cozinhas, áreas externas e comerciais.

    Além disso, o acabamento do porcelanato esmaltado é a categoria que possui a maior quantidade de variações no mercado, como peças acetinadas, lisas, com texturas, brilho etc.

    Então, para facilitar as compras, o ideal é se planejar: defina o padrão, verifique a resistência do esmalte do modelo escolhido e selecione o tamanho de acordo com a paginação.

    Borda e rejunte

    Revestimento com rejunte, atrás de uma prateleira com duas leiteiras (uma turquesa e outra creme).
    O rejunte é uma parte muito importante dos revestimentos.

    As bordas das cerâmicas e dos porcelanatos podem ser de dois tipos: bold ou retificadas. A borda bold é arredondada e necessita de rejuntes maiores, geralmente acima de três milímetros. As peças retificadas são retas e apresentam um rejunte bem mais fino, geralmente entre meio e dois milímetros. 

    Além disso, é importante atentar-se aos espaçadores. Afinal, eles ajudam a padronizar a espessura do rejunte escolhido. Também é necessário selecionar a argamassa de assentamento e o rejunte específicos, de acordo com a especificidade de cada material escolhido.

    Padrão dos revestimentos de cerâmica e porcelanato

    Revestimento azul e branco com padrões.
    O segredo é seguir seu estilo de decoração.

    No mercado, existem diversos tipos de acabamentos, para todos os estilos. Há padrões que imitam madeira, rochas, estéticas mais clean com revestimentos lisos, texturizados, polidos etc. O ideal é atentar-se ao tipo de decoração planejado para cada ambiente.

    Existem muitas tendências em revestimentos que estão agitando o mercado e contribuindo com diversas opções para agradar os mais diferentes estilos, como os revestimentos 3D, as paginações criativas e as peças grandes, por exemplo.

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    Conteúdo criado por:Giovana Costa
    Jornalista, apaixonada pela escrita, pela sétima arte e pelo audiovisual.

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