Como é calculado o valor da taxa de condomínio

O pagamento da taxa condominial é um compromisso eterno dos moradores de condomínios, e o seu não pagamento pode acarretar uma série de problemas.

Embora tenha esse dever, o morador tem o direito de participar ativamente das decisões financeiras do condomínio. Essa participação começa conhecendo como a taxa deve ser calculada. Veja a seguir:

Como é calculada a taxa de condomínio

A taxa condominial é composta de três elementos principais:

Despesas fixas: São aquelas que precisam, invariavelmente, ser pagas mensalmente. Por exemplo: salários dos funcionários, despesas de consumo (água, energia, gás etc.) do condomínio e manutenção (piscina, equipamentos etc.).

Fundo de reserva: Para o fundo de reserva do condomínio, quantia reservada para gastos emergenciais, normalmente é recolhido o valor referente a 5% das despesas fixas.

Despesas extraordinárias: Esses gastos devem ser aprovados em Assembleia de moradores e, normalmente, são destinados a melhorias ou reparos nas áreas comuns, como instalação ou troca de câmeras, restauração da fachada ou reparos de danos causados por forças naturais, por exemplo.

Somados os valores desses três principais elementos, o montante é então dividido entre os proprietários de acordo com a fração ideal de cada imóvel, ou seja, o tamanho da propriedade em relação ao tamanho total do empreendimento. Isso significa que unidades maiores, ou com mais vagas de garagem, pagam um valor maior no rateio.

Como é possível reduzir a taxa de condomínio

Diferentemente do que se pode imaginar, nem sempre condomínios-clube possuem taxas condominiais mais altas do que condomínios compactos. Isso porque, normalmente, condomínios-clube possuem muito mais apartamentos, ou seja, mais pessoas para dividir os gastos.

Para garantir um custo praticável a todos e combater a inadimplência, é natural que os condomínios revejam suas contas e práticas, a fim de reduzir a taxa condominial.

Existem algumas práticas adotadas nesse sentido, como: substituição de porteiros por portaria eletrônica, renegociação de contratos (como seguros e administradora), e substituição de equipamentos antigos por equipamentos modernos com menor consumo. 

Angélica Arbex, Gerente de Marketing da Lello Condomínios, conta que hoje a redução de custos condominiais pode ser feita em duas fases: “A primeira com tecnologia, onde são realizadas comparações entre condomínios parecidos e apontadas oportunidades e melhores práticas. A segunda fase depende de experiência e de um processo artesanal de análise e negociação tanto com fornecedores quanto com condôminos para encontrar o modelo que faz sentido para cada condomínio.”

Como o morador pode (e deve) participar da vida financeira do condomínio

O dever de pagar em dia a taxa condominial vem acompanhado do direito de participar ativamente das decisões financeiras da administração do condomínio. Esse direito é exercido na Assembleia de moradores.

Angélica explica quem pode participar: “proprietários e inquilinos com autorização de  proprietários, desde que ambos estejam em dia com o pagamento do condomínio”.

Porém, ela propõe uma reflexão sobre o modelo atual: “Eu acho muito importante a participação do condômino nas decisões do condomínio, mas o modelo atual das assembleias não favorece isso. As assembleias são vazias, e isso acaba fazendo com que as decisões tomadas não reflitam, de fato, a vontade da maioria dos moradores”. 

Na convenção de condomínio os gastos já são predefinidos. Porém, os moradores têm o direito de sugerir ajustes e contenções, questionar e verificar a composição do orçamento mensal. 

A junção de esforços de moradores, síndico e administradora é essencial para um condomínio financeiramente saudável. Esteja em dia com sua taxa condominial, informe-se e disponha-se a participar com alternativas e soluções. Um condomínio financeiramente saudável é bom para todos.

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