Você sabe como funciona um leilão de imóveis? Vale a pena? Descubra!

leilão de imóveis

Participar de um leilão de imóveis pode ser interessante para quem deseja adquirir um bem por um valor mais acessível. Contudo, há diversos aspectos que precisam ser considerados ao participar de um evento como esse.

É possível, sim, encontrar boas oportunidades em leilões, mas é essencial ter cuidado e saber avaliar o que está sendo leiloado para evitar prejuízos. Além disso, é dever do interessado pesar e analisar as diferentes alternativas de aquisição de imóveis além dos leilões.

Afinal, leilão de imóveis vale a pena ou é melhor comprar um empreendimento novo? Reserve alguns minutos e confira como funcionam os leilões!

O que é um leilão de imóveis?

Um leilão é um evento no qual são vendidos determinados objetos ou bens. Adquire o produto quem oferece o maior lance. Há leilões de diversos tipos, nos quais se vendem: automóveis, imóveis, obras artísticas, relíquias e antiguidades, produtos importados, dentre outros.

Assim, quando um bem é leiloado, geralmente é anunciado seu valor mínimo. Os diversos interessados disputam esse bem, oferecendo valores maiores na busca por arrematá-lo.

Os leilões de imóveis acontecem em diversas situações. Uma delas é quando o proprietário do bem enfrenta dificuldades financeiras e não consegue arcar com um financiamento feito. Um imóvel também pode ir a leilão quando é utilizado como garantia de negócio e a pessoa não arca com suas obrigações.

Nesses casos, a instituição financeira, que é dona do imóvel, toma-o e vende-o por meio de um leilão para reaver seu dinheiro. Leilões podem ocorrer em diversos momentos, mas podem ser mais frequentes em períodos de crise econômica, nos quais muitas pessoas acabam ficando com o controle financeiro comprometido.

Quais são os tipos de leilões?

Há dois tipos de leilão: o judicial e o extrajudicial. No primeiro, o imóvel é leiloado para quitar uma dívida que o proprietário tem e foi cobrada judicialmente. Ou seja, o imóvel foi posto em leilão por decisão em um processo judicial.

No extrajudicial, o imóvel pode ser leiloado por diversos motivos. Um deles é justamente a falta de pagamento do financiamento realizado por uma instituição financeira, ou por não ter pago as parcelas do imóvel comprado diretamente com a construtora. Nesse caso, a instituição ou a empresa toma o empreendimento como garantia.

É importante ter em mente que um imóvel financiado não é do comprador, e sim da instituição financeira. O imóvel passa a ser do novo dono somente depois de quitadas as dívidas com a empresa que financiou o bem.

Como funciona um leilão de imóveis?

Adquirir um imóvel em um leilão é diferente de comprá-lo diretamente do dono, de empresa ou agência imobiliária. Enquanto nessas situações você negocia a compra do imóvel e o faz por meio de um contrato, no leilão você participa de uma disputa com outros compradores.

Além dos interessados em arrematar os imóveis, há a presença do leiloeiro, que é o responsável pelo processo. Ele recebe os diferentes lances e declara vendido o imóvel para aquele que ofereceu o maior valor.

Geralmente, os lances partem de um preço mínimo, que é definido pela avaliação do imóvel. Caso não haja interessados, o bem poderá ser negociado em outro leilão, com um valor mínimo inferior.

O leilão pode ocorrer de duas maneiras: de forma presencial ou on-line. Ambos funcionam de forma semelhante. Saiba mais sobre as duas opções a seguir:

Leilão presencial

No leilão presencial, o evento ocorre em um local físico e todos devem estar presentes, tanto o leiloeiro quanto os interessados. Nessa modalidade, os lances devem ser feitos apenas de forma presencial.

Leilão on-line

O leilão on-line acontece inteiramente pela internet. Seu funcionamento é simples. Nesse caso, o interessado pode ver o imóvel por meio de fotos, ter acesso à descrição dele e também às informações adicionais. 

Para participar, deve ser feito um cadastro on-line, que permite acompanhar o evento pela internet. Vale destacar que, por mais que seja realizado de forma on-line, o evento tem hora e data preestabelecidos para acontecer. Conforme o andamento do evento, o sistema mostra os lotes que estão sendo leiloados e os lances que já foram dados.

O participante deve se atentar ao tempo, pois um relógio faz uma contagem para o fim do leilão. Quando um imóvel é arrematado, o vencedor do lance recebe instruções para realizar o pagamento para que o imóvel seja liberado.

Além dessas duas modalidades, é possível que haja, ainda, leilões mistos, nos quais há lances presenciais e pela internet, simultaneamente.

Quais são as vantagens de um leilão de imóveis?

Participar de um leilão de imóveis pode lhe oferecer três vantagens que merecem ser mencionadas. Confira-as a seguir:

1. Preços atraentes

Para quem deseja economizar na compra de um empreendimento, o leilão pode ser ideal para encontrar oportunidades. Isso porque os imóveis podem ser vendidos a preços muito menores do que seu valor de mercado.

2. Boa disponibilidade de imóveis

Momentos de crise econômica e períodos instáveis no país podem ajudar no crescimento da oferta de imóveis dos mais diversos tipos e tamanhos para serem leiloados. A disponibilidade de empreendimentos, porém, acontece também em outras circunstâncias. Até mesmo em períodos econômicos estáveis, por exemplo, é possível encontrar boas oportunidades. Afinal, há casos de inadimplência também nesses momentos.

3. Rapidez

Depois de arrematar o imóvel e realizar o pagamento, o arrematante receberá instruções para receber sua aquisição. Depois de alguns dias, portanto, o novo dono do imóvel poderá usufruir dele.

Assim, quem deseja um imóvel pronto poderá tê-lo em muito menos tempo do que se comprasse um empreendimento ainda em construção, por exemplo.

Quais são os riscos de comprar um imóvel em um leilão de imóveis?

Apesar das vantagens – e por mais que um imóvel possa ser vendido por um valor bem abaixo do mercado em um leilão –, em muitos casos o barato pode sair caro. Há  certos riscos que precisam ser mencionados e que devem ser considerados pelos compradores.

Conheça três deles a seguir:

1. Dívidas anteriores

Caso o interessado deixe de checar despesas do imóvel, como débitos de contrato, dívidas condominiais e não pagamento de impostos, por exemplo, a compra pode fazer o comprador ter prejuízos.

2. Condição do imóvel

Caso o comprador não tenha verificado a atual condição do imóvel, outro risco pode ser justamente comprar um bem com diversos problemas. Em alguns casos, defeitos ocultos e outros danos no imóvel podem custar caro.

3. Ocupação do imóvel

Em alguns casos, os imóveis leiloados estão ocupados, e os moradores podem se negar a desocupar o local. Isso pode acarretar gastos com possíveis ações judiciais, sem contar o estresse que isso pode causar.

Quando há moradores, os compradores não conseguem visitar o local para verificar as condições internas, o que impede o novo dono de encontrar possíveis danos que precisariam de ajustes.

Em caso de compra de imóvel ocupado, os moradores têm até 60 dias para desocupar o local. Caso isso não aconteça, o novo proprietário deve recorrer às vias judiciais.

Esses riscos podem fazer o negócio não valer a pena. E é por isso que, em diversos casos, comprar um imóvel novo pode ser menos arriscado e a decisão mais acertada para evitar estresses.

Como participar de um leilão?

De forma geral, para participar de um leilão é essencial ler o edital e verificar todas as regras de participação e as condições, como: local de realização, data do leilão e formas de pagamento.

A maioria dos leilões hoje em dia acontece de forma on-line. Nesse caso, basta analisar as propriedades e, caso encontre alguma de seu interesse, fazer a proposta – sempre levando em consideração o valor mínimo estabelecido para o leilão do imóvel.

Caso o leilão seja presencial, você deve comparecer ao local onde será realizado o evento e fazer a oferta. No caso do leilão on-line, basta acessar o site do leiloeiro e entrar na página do imóvel que deseja para conseguir fazer o lance.

Quais são as opções disponíveis com frequência no mercado?

As instituições que fazem leilões com maior frequência costumam leiloar imóveis de diversos tipos: residenciais, urbanos, rurais, comerciais ou industriais. Os principais leilões realizados por instituições financeiras são:

·         Leilão de imóveis da Caixa Econômica Federal (CEF);

·         Venda Direta Caixa;

·         Leilão de imóveis Bradesco;

·         Leilão de imóveis Banco do Brasil (BB);

·         Leilão de imóveis Itaú;

·         Leilão de imóveis Santander.

4 dicas para não cair em ciladas em um leilão

Se você achou interessante a ideia de participar de um leilão de imóveis, confira agora quatro dicas para evitar prejuízos ao participar de um!

1. Leia o edital com atenção

Leia o edital para saber a data e o horário do leilão e as informações sobre os imóveis que serão leiloados.

Caso não saiba definir se o valor está condizente e se as condições do bem estão boas, converse com um corretor de imóveis para saber se o empreendimento a ser leiloado vale a pena.

2. Pague à vista

Um imóvel leiloado pode ser adquirido por um valor acessível se for pago à vista. Financiamentos, nesse caso, podem encarecer o valor por causa dos altos juros, fazendo com que o imóvel leiloado custe muito mais que um imóvel na planta, por exemplo.

Por isso, vale a pena avaliar essa questão com cuidado. Se precisar de financiamento, pode valer a pena considerar imóveis novos.

3.  Visite o imóvel antes do lance

Você entrou no site do leiloeiro, leu o edital, viu a data do leilão e encontrou imóveis que podem ser bons negócios para você. Depois disso, o correto seria fazer uma visita aos imóveis para analisá-los pessoalmente e verificar se estão em boas condições.

Caso deseje, leve um corretor, arquiteto ou engenheiro para lhe dar melhores informações sobre a estrutura.

Contudo, lembre-se de que, se o imóvel estiver ocupado, pode ser muito difícil visitá-lo. Por isso, prefira imóveis desocupados, principalmente para evitar estresses com os moradores após a eventual compra.

4. Converse com especialistas da área jurídica

Nesses casos, contar com uma assessoria jurídica ou com o trabalho de um profissional do Direito para verificar questões legais e até a documentação do empreendimento pode lhe ajudar a identificar se é um bom negócio ou se lhe trará problemas.

Portanto, vale a pena conversar com especialistas antes de tomar uma decisão.

Afinal, leilão de imóveis vale a pena?

Depois de acompanhar as dicas e os cuidados que se deve ter em um leilão, bem como pesar os riscos e as vantagens de adquirir um imóvel via leilão, pode surgir uma dúvida: afinal, será que o leilão de imóveis vale a pena?

A resposta depende de diversos fatores. Se você encontrou o imóvel ideal, verificou as condições dele, analisou a documentação e as dívidas envolvidas e possui o dinheiro para pagar à vista, arrematá-lo pode valer a pena.

Por outro lado, os riscos envolvidos podem tornar essa operação desvantajosa e muito estressante, podendo valer muito mais a pena adquirir um imóvel novo, em um processo normal de compra e venda.

Para saber se essa opção é ou não a mais adequada para você, analise todas as vertentes do negócio antes de tomar essa decisão.

Dúvidas e respostas sobre leilões de imóveis

E então, gostou de saber um pouco sobre os leilões de imóveis? Confira agora as dúvidas mais comuns sobre o assunto!

Como saber a data dos leilões?

Os leilões costumam ser amplamente divulgados. Quem deseja saber a data de novos leilões pode procurar na internet, em editais e jornais de grande circulação ou no site de diversos tribunais.

Quem pode participar de um leilão?

Qualquer pessoa física ou jurídica pode participar de um leilão. No caso das pessoas físicas, devem ser maiores de idade e capazes de administrar seus bens.

Não podem participar, conforme a lei: tutores, curadores, administradores, testamenteiros, síndicos, liquidantes, membros do Ministério Público, dentre outros.

Como se faz a avaliação dos bens?

O valor do imóvel é atribuído por um perito judicial, que é nomeado por meio de laudo de avaliação. Nessa avaliação são considerados: localização, estado de preservação, preço de mercado, dentre outros aspectos.

O que pode ser feito se o imóvel estiver ocupado?

Como você viu, a lei dá o prazo de 60 dias para a pessoa que ocupa o bem entregá-lo. Caso não aconteça, deve-se entrar com ação judicial.

A maioria dos imóveis, inclusive, pode estar ocupada. Nesse caso, há outras maneiras de resolver essa questão.

Neste caso é preciso solicitar ao juiz a desocupação do imóvel 10 dias após a homologação do leilão.

Trata-se da Ação de Imissão de Posse com prazo para desocupação determinado pelo mesmo juiz que deu a ordem de leilão judicial.

Por outro lado, se quem estiver vivendo no imóvel for inquilino, você pode tentar resolver a situação levando em consideração o contrato de locação realizado anteriormente.

Adquirir um bem por um leilão de imóveis pode ser uma opção interessante. Contudo, apesar das vantagens, há diversos riscos que não podem ser esquecidos.

Por isso, lembre-se de que, dependendo da situação, muitas vezes o melhor a fazer é comprar um imóvel novo. Assim você consegue evitar prejuízos e problemas futuros e ainda pode fazer um excelente negócio! Gostou do artigo? Continue aprendendo sobre o assunto para fazer as melhores escolhas ao comprar seu novo imóvel! Veja agora o que é consórcio e financiamento e descubra qual deles é o melhor para você!

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