São Paulo, a cidade conhecida pelo trânsito de… helicópteros?

São Paulo está consolidada como a cidade mais rica do Brasil.

Mas ser o maior polo comercial da América Latina não é algo que oferece apenas benefícios.

Todo paulistano, talvez até mesmo todo brasileiro, já ouviu falar da infame lentidão do trânsito da cidade.

Os congestionamentos de São Paulo roubam mais de 10% do dia do paulistano.

Então, não é de se espantar que muitos dos mais endinheirados procurem uma forma de fugir desta realidade.

Mas você ficaria surpreso se eu dissesse que São Paulo é a cidade com mais helicópteros do mundo?

Ultrapassando lugares como Nova York e Tóquio?

De acordo com Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) o estado de São Paulo acumulou 662 helicópteros registrados até o ano de 2019. A maior parte deles se encontram na capital.

infográfico

Número de registros de helicópteros de cada estado, informações cedidas, para o Live, pela ANAC

Trânsito no céu

helicóptero pousando

Se você acha que São Paulo é conhecida apenas pelo trânsito de automóveis…você está muito enganado!

O número de voos de helicópteros, na capital paulistana, é tão grande que a cada 5 minutos pelo menos 4 aeronaves pousam ou decolam.

Todo esse volume criou a necessidade de algum controle.

Assim, São Paulo se tornou a única cidade do mundo a possuir um controle de tráfego aéreo para helicópteros.

A região com maior circulação dessas aeronaves é justamente perto do aeroporto de congonhas, criando a possibilidade de conflitos com os aviões.

Por isso que, em 2004, o comando da aeronáutica criou o Helicontrol. Um destacamento, dentro da Torre de Controle de Congonhas, para cuidar exclusivamente dos helicópteros.

Apesar de existirem controles de tráfego aéreo focados em helicópteros em outros países, eles são direcionados para voos sobre o mar. O Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo alega que temos o primeiro controle dedicado ao uso urbano.

Rápido para se mover e para gastar dinheiro

dinheiro caindo de helicóptero

A ideia de fugir do trânsito, voar acima dos carros e chegar rapidamente ao seu destino com certeza desperta o interesse.

Mas ao observar os gastos envolvidos, é preciso examinar se a compra de um helicóptero é um investimento que realmente vale a pena.

Uma aeronave de tamanho pequeno custa, em média, meio milhão de dólares.

helicóptero amarelo
Modelo Robinson R44 Raven I, avaliado em U$429,900

E como se não bastasse o custo de comprar o veículo, muitas outras despesas entram na conta.

Combustível, manutenção, aluguel do hangar, taxa cobrada pelos helipontos, sem falar no salário do piloto, que costuma ser entre 6 e 10 mil reais/mês.

Resumindo, a hora de voo de um helicóptero pode passar dos R$ 4 mil.

Helicópteros compartilhados

homem em helicóptero

As aeronaves particulares, normalmente, passam uma grande parte do tempo estacionadas, sem serem utilizadas e gerando gastos.

Por isso, percebeu-se que o compartilhamento de helicópteros entre algumas pessoas é uma idéia inteligente.

A crise fez muitos empresários se desfazerem de seus helicópteros e entrar nesse modelo.

Mas como funciona o helicóptero compartilhado?

Toda a organização é feita através de uma empresa, que compra as aeronaves e disponibiliza cotas para venda.

No caso dos helicópteros, a menor fração que pode ser comprada é de 5%. Em um helicóptero simples esse investimento deve ficar por volta de R$ 240 mil e garantir, em média, 60 horas de voo por ano.

Além da compra do veículo é preciso pagar o combustível, referente ao tempo de voo utilizado, e uma mensalidade à empresa administradora para cobrir os demais custos, como manutenção, piloto e hangar.

Você vai voar em diversos helicópteros. Isso acontece para garantir que você sempre possa realizar as viagens às quais tem direito.

A Avantto, empresa de compartilhamento de aeronaves, garante uma disponibilidade de 100% para o seus clientes, desde que a intenção de voo seja manifestada com 6 horas de antecedência.

Caso todos os helicópteros da empresa estejam sendo utilizados outro será alugado, sem gerar custos extras ao usuário.

Helicóptero por aplicativo

celular

Mas se você achou que tudo isso é um comprometimento muito grande, existe uma maneira mais simples de cruzar os céus, para isso basta olhar  o seu celular.

O aplicativo Voom, uma empresa do grupo Airbus, começou a atuar, em São Paulo, em abril de 2017 e já realiza centenas de voos por semana na cidade.

A Voom disponibiliza viagens de helicóptero por um preço 80% abaixo do usual.

Um assento individual em um voo de 30 km custa por volta de R$ 500, a demanda e suas bagagens podem alterar o valor.

Se sua ideia é fretar uma aeronave inteira, a cabine pequena, para dois passageiros, custa R$ 2.100 para um voo de 30 minutos. Já a aeronave grande, para 5 passageiros, custa R$ 3.700 para o mesmo tempo de voo.

Fique atento para as bagagens, se você levar uma quantidade maior do que a combinada a Voom se reserva no direito de recusar o seu embarque.

Os voos podem ser agendados no app com apenas uma hora de antecedência ou até sete dias antes.

Mas se você precisar desistir da viagem, deve informar com pelo menos 24 horas de antecedência, caso contrário a tarifa total será cobrada.

Você deve comparecer ao heliponto indicado 15 minutos antes do embarque.

Uma parceria entre a Voom e o Cabify foi formada, dando origem ao serviço Cabifly, onde um carro do Cabify transporta você até o heliponto.

Apesar da parceria nenhuma vantagem é oferecida, as tarifas cobradas são as mesmas caso você queira contratar os dois serviços separadamente.

Usuários relatam que, embora o voo de helicóptero seja realmente rápido, a espera para embarcar e todos os motivos que podem gerar atraso, não compensam se você pretende realizar um trajeto curto.

Às vezes o tempo de espera é superior ao trajeto com um automóvel.

Mas se a sua ideia é percorrer uma distância maior, o helicóptero pode representar uma boa economia de tempo quando comparada ao carro.

helicóptero voando

Primeiro veio o transporte terrestre, depois o subterrâneo e agora o transporte aéreo quer se consolidar como o terceiro eixo do transporte urbano.

Sabemos que o trânsito de São Paulo não é fácil, por isso muitos olham para o céu.

Mas existem outras formas de melhorar a sua mobilidade urbana.

Fizemos esse post mostrando opções, algumas até mesmo divertidas, que você pode integrar em sua vida e revolucionar a forma com que se transporta.

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