Consórcio ou financiamento: qual é a melhor opção para você?

No Brasil, o parcelamento da compra de bens é bastante comum, especialmente daqueles de maior valor, como veículos e imóveis. Por isso, é normal que muita gente tenha dúvidas sobre quais são as melhores operações financeiras para uma aquisição desse tipo, como se vale mais a pena fazer um consórcio ou um financiamento.

As duas operações podem ser formas interessantes de planejar a aquisição de patrimônio, seja a compra de um imóvel, de um terreno, a aquisição de um veículo, entre outros. Mas como escolher entre essas duas opções?

Para decidir, é essencial conhecer em detalhes as opções e tentar identificar aquela que melhor atende aos seus interesses e, claro, ao seu orçamento.

Então, se você está considerando aumentar seu patrimônio com a compra de um bem parcelado, confira as informações deste post completo para descobrir qual das operações – consórcio ou financiamento – é a melhor opção para você. Acompanhe!

O que é consórcio?

Vamos começar entendendo melhor cada uma das operações. O consórcio é uma operação brasileira que foi criada como alternativa às formas de financiamento tradicionais. Ele funciona como um autofinanciamento, um tipo de economia colaborativa.

E como isso acontece na prática? Basicamente, trata-se da reunião de várias pessoas em um grupo, que tem o objetivo de adquirir determinado bem. Todos os participantes (que são chamados de cotistas) realizam pagamentos mensais de parcelas.

O grupo é organizado pela empresa que oferece o consórcio – conhecidas como administradoras de consórcio. Elas ficam responsáveis por montar o fundo financeiro e gerir todos os pagamentos. Como são várias pessoas reunidas, o grupo acumula um bom montante de dinheiro todo mês.

O que acontece, então, é que a quantia mensal é utilizada para contemplar alguns participantes. Essa é uma das principais diferenças em relação ao financiamento: no consórcio, o valor para a compra do bem não é liberado logo que o contrato é firmado, mas aos poucos para cada participante.

Lembre-se de que o consórcio se configura como um autofinanciamento. Logo, são os pagamentos das parcelas que permitem contemplar mais cotistas ao longo do tempo. 

Vale lembrar também que todos os cotistas serão contemplados até o fim do período de pagamento previsto em contrato.

Como o consórcio funciona?

O consórcio chama a atenção de muitos brasileiros e, atualmente, é utilizado com diversos objetivos. Por exemplo:

  • Compra de imóveis novos ou usados;
  • Construção ou reforma de imóveis;
  • Aquisição de carro, moto, caminhões, tratores etc.;
  • Pagamento de serviços – como viagens, procedimentos de saúde, tratamentos estéticos e até cursos de pós-graduação.

Depois de conhecer alguns detalhes sobre o consórcio, você provavelmente está se perguntando como funcionam os pagamentos e a contemplação. 

É importante saber, em primeiro lugar, que a quitação das parcelas deve ser feita da forma estabelecida no contrato e que existem punições em caso de atrasos ou inadimplência.

A cada mês, há uma definição dos participantes que serão contemplados com o valor do seu bem e poderão efetivar a compra dele. O montante é recebido por intermédio da chamada carta de crédito.

Contemplação no consórcio

Como se dá essa decisão? Há duas formas principais: o sorteio e o oferecimento do lance. Na primeira situação, é realizado um sorteio simples de um ou mais cotistas para receberem a carta. Assim, eles dependem apenas do acaso.

Já o lance depende da iniciativa dos próprios participantes. A cada mês, os cotistas podem apresentar uma quantia que estejam dispostos a antecipar das suas parcelas futuras. Aquele que oferecer o maior valor é contemplado.

A administradora do consórcio realiza mensalmente uma assembleia (física ou on-line) com os participantes. O intuito é divulgar informações relevantes e realizar o sorteio e o anúncio do lance vencedor com a participação de todos os interessados.

Quem recebe a carta de crédito pode comprar diretamente o seu bem ou utilizar o dinheiro para questões relacionadas a ele. Contudo, é preciso manter os gastos na mesma categoria contratada  (o consórcio imobiliário não pode ser usado para comprar um carro, por exemplo).

Quais são as vantagens e as desvantagens do consórcio?

Agora vamos entender um pouco mais sobre o assunto considerando os pontos positivos e negativos da realização de um consórcio.

Flexibilidade

Uma das vantagens dessa modalidade é promover autonomia para o consumidor, pois cabe a ele decidir detalhes sobre o plano de consórcio que vai contratar. Assim, é possível escolher o contrato que melhor se encaixa ao seu orçamento.

Os termos de valor do bem e a quantidade de parcelas, por exemplo, dependem de cada plano. Essa é uma diferença importante em relação ao financiamento, pois, geralmente, o banco é quem decide as condições do financiamento (pela análise que faz do perfil de crédito do comprador).

Ausência de juros

Como o consórcio não é um empréstimo, não há cobrança das taxas de juros. A existência de um grupo para se autofinanciar permite que a relação financeira seja mais fluida, diminuindo custos e burocracia.

Adiamento da compra do bem

Uma das principais desvantagens, por outro lado, é o fato de que o consórcio não é uma das melhores opções para quem tem pressa. Enquanto no financiamento o dinheiro é liberado logo após a aprovação, no consórcio é preciso pagar as parcelas e esperar a contemplação.

Para quem depende do sorteio, o recebimento da carta de crédito pode demorar. Então, é preciso considerar o revés do adiamento da compra para, de fato, decidir entre consórcio ou financiamento com maior segurança.

Taxas

Apesar de não haver cobrança de juros, nem sempre se pode dizer que o consórcio custa menos do que o financiamento. Existem algumas taxas que merecem atenção e que, em alguns casos, podem onerar bastante o consumidor.

Uma delas é a taxa de administração, cobrada para remunerar o trabalho da administradora de consórcio. Ela é diferente dependendo da empresa e do plano contratado. Então vale a pena ficar atento.

Além disso, existem outras taxas possíveis, como eventuais seguros obrigatórios. Outro exemplo de custo adicional é a taxa do fundo de reserva do consórcio, que tem o objetivo de montar um fundo de emergência para cobrir eventuais atrasos e inadimplências. 

O que é o financiamento?

Entendido o que é e como funciona o consórcio, é o momento de entender em detalhes o que é e como funciona outra operação de crédito bastante conhecida no mercado, especialmente para a compra de imóveis e veículos: o financiamento.

O financiamento é a modalidade para aquisição de bens mais conhecida dos brasileiros. Afinal, é um dos meios mais populares para adquirir bens duráveis, como carros e imóveis. Inclusive, muitas pessoas realizam o sonho da casa própria por meio de um financiamento bancário.

Entretanto, nem sempre é simples conseguir aprovação para essa operação. Isso porque o financiamento consiste em uma espécie de empréstimo bancário. Ou seja, a instituição financeira empresta o valor para a compra do seu bem e você o devolve de forma parcelada.

Logicamente, ao valor da transação é acrescida uma taxa de juros, que costuma pesar sobre o preço final do patrimônio adquirido. De modo geral, a taxa depende da análise que o banco faz do seu perfil e do momento econômico.

Ou seja, os juros podem ser maiores, por exemplo, em períodos nos quais a inadimplência esteja maior. Por outro lado, eles serão menores de acordo com as garantias que o consumidor possa oferecer ao banco sobre sua própria capacidade de pagamento da dívida.

Um dos principais detalhes acerca do funcionamento dessa modalidade de crédito é a análise feita pelo banco. Normalmente, os critérios das instituições são variados e as taxas e condições de pagamento também.

Logo, é interessante pesquisar o financiamento em vários bancos para encontrar as melhores condições.

Quais são as vantagens e as desvantagens do financiamento?

Depois de entender o que é e como funciona o financiamento, conheça os pontos positivos e negativos desta opção.

Antecipação da compra do bem

Sem dúvida, um dos principais benefícios valorizados por quem opta por um financiamento é a possibilidade de comprar o bem imediatamente. Quando seu crédito é aprovado você já pode adquirir o veículo ou o imóvel que financiou.

Juros

A vantagem que comentamos deixa evidente que, no financiamento, não há a mesma espera do consórcio. Entretanto, vale lembrar que o benefício tem um preço: a taxa de juros. Como o dinheiro é disponibilizado rapidamente, você paga pela praticidade.

Em muitos casos, o financiamento pode sair bem mais caro do que o consórcio. Em relação a esse ponto, é importante reforçar a análise das taxas em diferentes bancos e ficar atento para comparar o Custo Efetivo Total da operação, e não apenas os juros.

Como o financiamento e o consórcio imobiliário funcionam?

Você acabou de entender em detalhes como funcionam duas das principais opções para compras parceladas de bens de alto valor. Mas especificamente para financiamento e consórcio imobiliário, será que existem alguma diferença em relação ao que apresentamos até aqui?

De modo geral, a aquisição de um terreno ou de um imóvel, assim como a construção ou a reforma de apartamentos, casas e prédios comerciais já estão inseridas nas explicações que compartilhamos neste post

Afinal, a compra de imóveis é um dos maiores objetivos de quem busca consórcio ou financiamento. Contudo, nesses casos, vale destacar alguns cuidados essenciais, já que se trata de uma compra de alto valor.

A aquisição de um veículo ou serviço, por exemplo, costuma se dar de maneira bem diferente, pois o preço do bem e o número de parcelas é menor. Já quando se trata de ter a casa própria ou um imóvel para investimento, o consumidor normalmente contribui por anos ou décadas até quitar.

Assim, é fundamental ter ainda mais atenção ao escolher entre o consórcio e o financiamento para adquirir seu imóvel. Além de decidir entre eles, é preciso pesquisar bem e comparar o que as instituições oferecem para encontrar o melhor custo-benefício.

Simulações de consórcios e financiamentos

Uma estratégia eficiente para comparar as vantagens e desvantagens de cada alternativa – assim como as diferentes instituições – é realizar simulações. Confira links para encontrá-las nos principais bancos brasileiros:

Financiamento ou consórcio: qual é a melhor opção?

Após conhecer cada alternativa e conferir nossas dicas para facilitar sua escolha, você está mais preparado e pode responder essa pergunta. Afinal, qual é a melhor opção para o seu caso: consórcio ou financiamento? Qual alternativa se alinha melhor ao que você procura?

A escolha ideal é aquela que atende às suas necessidades e às possibilidades do seu orçamento. Em muitos casos, por exemplo, o financiamento se torna inviável pelas altas taxas de juros, especialmente sem um valor substancial de entrada.

Já o consórcio pode ser pouco vantajoso para quem sonha em sair do aluguel o quanto antes ou mesmo comprar um imóvel para investir e gerar renda passiva em breve. Percebe como as particularidades estão relacionadas a cada situação?

Em resumo, cada pessoa precisa avaliar alguns pontos, como o dinheiro que tem disponível, o prazo em que pretende adquirir o bem, as condições orçamentárias para se comprometer com parcelas,  além de outros fatores individuais.

Não podemos nos esquecer, claro, das questões financeira e matemática. Uma escolha consciente deve se basear em cálculos e comparativos. Do contrário, você pode acabar fazendo um mau negócio e se arrependendo da escolha no futuro.

Perguntas frequentes

Para finalizar este conteúdo completo sobre o assunto, confira algumas perguntas frequentes entre os consumidores quando o assunto é consórcio ou financiamento.

Consórcio não tem juros?

Como você viu no início deste post, o consórcio não apresenta uma taxa de juros. Contudo, não significa que o cotista pague apenas o valor do seu bem. 

Existe a taxa de administração e outras cobranças também embutidas no contrato. Portanto, é preciso atenção.

Posso comprar qualquer item?

Tanto no consórcio quanto no financiamento é preciso se adequar às condições contratuais. No caso do consórcio, será fechado um contrato com o tipo específico de bem (um carro de determinado modelo, por exemplo).

Entretanto, essa formalidade existe para que se tenha uma referência em relação ao preço do item que será adquirido. O consumidor tem liberdade para utilizar o dinheiro para adquirir um veículo de outro modelo, se desejar, mas não pode comprar itens de outra categoria (como imóveis).

No financiamento, também há a definição da categoria de compra. Lembre-se, ainda, de que o bem fica atrelado ao banco como uma garantia dos pagamentos – ele pode, portanto, retomar a posse em casos de inadimplência.

Podem existir taxas além dos juros?

Sim. Para o consórcio, já explicamos quais são as cobranças mais comuns. No financiamento, também é preciso ficar atento às taxas além dos juros. 

Alguns exemplos de taxas são impostos, despesas relacionadas ao recebimento das chaves do imóvel etc.

Por isso, é imprescindível estar atento ao chamado Custo Efetivo Total, que considera todos os encargos e cobranças relacionados à sua dívida. Olhar apenas para a taxa de juros pode confundir você e gerar muitas dores de cabeça no futuro.

Continuo pagando o consórcio depois de ser contemplado?

As parcelas do consórcio devem ser pagas de acordo com o que consta em contrato. Então, se você for contemplado por sorteio, continua pagando as mensalidades normalmente. Se a contemplação se der por antecipação de parcelas, é preciso verificar como ficam os pagamentos até o final.

Agora você já sabe tudo o que precisa sobre consórcio e financiamento e pode decidir entre uma opção e outra para adquirir um bem. 

Então não deixe de seguir as orientações que trouxemos neste post para conseguir tomar uma decisão mais sólida e obter as melhores condições na compra do seu patrimônio!

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